ESTUDO 1.11 - JOSÉ NO EGITO
LEITURA BÍBLICA: GÊNESIS
37 A 50
A história de José do Egito é um dos
relatos bíblicos de fé, fidelidade e superação mais marcantes, e é contada nas
igrejas em ministrações, escolas bíblicas ou em atividades infantis, como um
verdadeiro milagre.
Confira abaixo um resumo da história do homem
conhecido como “José do Egito”, que foi vendido pelos irmãos como escravo, foi
preso injustamente e através de um dom, alcançou o cargo de administrador de
uma nação.
A origem
José era o 11º filho de Jacó, mas se tornou o
seu preferido por ser o primeiro filho dele com Raquel. O amor de Jacó por
Raquel era tão grande, que ele trabalhou de graça para Labão, o pai dela, que o
trapaceou. Quando Jacó conheceu Raquel, que era sua prima, pediu sua mão em casamento,
mas Labão exigiu que ele trabalhasse por sete anos sem salários, antes que
pudesse se casar. Na noite do casamento, Labão entregou sua filha Léia, e disse
que se Jacó quisesse Raquel, teria que trabalhar por mais sete anos,
tarefa que foi cumprida por Jacó.
Os sonhos
Com dedicação, José conquistava seu pai,
porém, tanto destaque despertou a antipatia de seus irmãos, que se incomodavam
com a atenção que ele recebia. Após ter sonhado que estava no campo amarrando
feixes e os feixes amarrados por seus irmãos se curvavam perante seu o dele,
José incomodou novamente a seus irmãos. Em outro sonho, José contou aos
familiares que o sol, a lua e as estrelas se curvavam diante dele, o que
irritou não somente a seus
irmãos, mas também a seu pai, pois os sonhos de José transmitiam uma mensagem
de que ele seria o mais importante na família, algo inadmissível para um caçula
à época.
A rivalidade
Incomodados, os irmãos de José passaram a
chamá-lo de sonhador e tramaram sua morte, mas desistiram, e resolveram vendê-lo
a um mercador de escravos ismaelita, com quem cruzaram no caminho. Para Jacó,
levaram a túnica de José manchada de sangue, e falaram que ele havia sido morto
por um animal. Triste pelo acontecimento, Jacó lamentou profundamente a perda
de seu filho.
A cilada
No Egito, foi vendido para Potifar, que era
oficial e capitão da guarda do rei. Novamente, com esforço e dedicação,
tornou-se administrador da casa e dos demais escravos de Potifar e aprendeu o
idioma egípcio. Porém, a esposa de Potifar desejou seduzi-lo, mas diante da
recusa de José, ela passou a acusá-lo de tentativa de abuso, o que fez com que
José fosse preso.
A prisão
Enquanto esteve preso, José se relacionava
com os demais presos, e fez fama de intérprete de sonhos, ao mostrar o
significado dos sonhos de dois prisioneiros: o copeiro-chefe e o padeiro chefe
do palácio real, que estavam presos sob acusação de conspiração contra o rei.
Em determinado momento da história, o Faraó
teve um sonho em que sete vacas magras comiam sete vacas gordas e permaneciam
magras. Incomodado com o sonho, o Faraó convocou todos os sacerdotes do Egito,
porém nenhum deles soube interpretar seu sonho. O copeiro-chefe do palácio
real, que havia sido perdoado pelo Faraó, lembrou-se das interpretações de José
a respeito dos sonhos, e falou sobre o prisioneiro, que foi chamado e disse que
o sonho significava um período de fartura de sete anos, seguido de um período
de seca igualmente de sete anos, pelo qual o Egito passaria.
O Governador
O Faraó, satisfeito com a interpretação de
José, dá a ele um anel de seu dedo e o nomeia Governador do Egito. Com a
amizade construída com os demais prisioneiros durante o período em que esteve
na cadeia, José aprendeu bastante sobre a política do país, e sabia da divisão
existente no Egito, que era separado como baixo Egito e alto Egito, tendo dois
governantes.
José ordena a construção de celeiros para
armazenar os alimentos produzidos nos sete anos de fartura, e nos sete anos
seguintes de seca, José passa a vender os alimentos a valores altíssimos para o
alto Egito, conquistando assim, riquezas suficientes para comprar quase que a
totalidade do território do alto Egito, e entregar a seu Faraó, um território
muito maior ao final dos catorze anos.
O reencontro com a
família
Durante a seca, que atingia toda a região,
Jacó envia seus filhos para comprar mantimento no Egito. Ao chegarem ao Egito,
encontram-se com José, mas não o reconhecem, porém José os reconhece, os trata
friamente, e especulando sobre suas origens, os acusa de serem espiões. Quando
José tem certeza de que são seus irmãos, os mantém presos por três dias,
liberando-os para levar comida a seus familiares sob a condição de que um deles
permanecesse no Egito, enquanto os demais traziam o irmão mais novo como prova
de que não eram espiões.
José porém, mandou entregar os mantimentos
comprados por seus irmãos e sem que eles soubessem, mandou também colocar o
dinheiro deles de volta em seus pertences. Ao relatarem tudo que havia
acontecido a seu pai, temeram, e após muita discussão entre eles, resolveram
voltar com Benjamin, o filho mais novo.
Ao chegarem ao Egito, encontraram José e se
curvaram a ele, que os questionou sobre a saúde de seu pai. José então, tomado
pela emoção ao ver Benjamin, filho de sua mãe, se escondeu para chorar. Depois,
durante uma farta refeição, se alegraram.
José porém, mandou plantar novamente dinheiro
e bens nos pertences de seus irmãos, e quando eles tinham saído, mandou guardas
atrás deles, questionando-os por que pagavam bem com mal. Ao serem levados à
presença de José, ele se revelou, dizendo ser ele o irmão que havia sido
vendido como escravo. A seus irmãos, disse também que o fato de eles o terem
vendido era plano de Deus, e pediu que avisassem a seu pai que ele estava vivo
e bem sucedido, e queria vê-lo.
Ao saber sobre José, seu pai ofereceu
sacrifícios a Deus e foi ao Egito encontrá-lo. Ao se reencontrarem, José chorou
abraçado a seu pai, que sentia-se realizado por ter reencontrado se
filho. Após o reencontro, José deu à sua família uma propriedade em uma das
melhores localizações do Egito e lá trabalharam e viveram.
Ir. Sullivan