terça-feira, 18 de dezembro de 2012

ESTUDO 3: PROFECIAS

ESTUDO 3.2 - PROFECIAS: DEFINIÇÕES E ESCLARECIMENTOS



Profecia

É a mensagem do profeta. Também dom espiritual – capacitação sobrenatural para edificação da família de Deus. Quem tinha esse dom anunciava verdades novas ao povo de Deus ou o desafiava com verdades escriturísticas (1Co 14.1-5)
O vocábulo profecia aparece 30 vezes na bíblia de 2Crônicas à Apocalipse.

Profeta

É porta-voz de Deus, que recebe uma mensagem da parte de Deus e proclama a um grupo específico de ouvintes. O vocábulo profeta aparece 469 vezes na bíblia de Gênesis à Apocalipse. Deus fala com seus servos, os profetas (Amós 3:7), através de sonhos e visões.

Visões

Aos profetas Deus falou ‘de vários modos’, revelando o maior número de vezes a Sua verdade, pela realização daquele estado sobrenatural das faculdades sensitivas, intelectuais e morais, a que as Escrituras chamam visão. É nesse estado que coisas longínquas, quanto ao tempo e ao lugar, ou meras representações simbólicas dessas coisas, se tornaram para a alma do Profeta vivas realidades, e, como tais, ele as descreve. Por esta razão as predições proféticas se chamam muitas vezes ‘visões’, isto é, coisas vistas, dando-se aos profetas o nome de ‘videntes’ (2 Cr 26.5 – is 1.1 – ob 1 – Hc 2.2,3 – etc.). Quanto às visões do N.T., *veja Mt 3.16 – 17.1 a 9 – At 2.2,3 – 7.55,56 – 9.3,10,12 – 10.3,19 – 16.9 – 18.9 – 22.17,18 – 23.11 – 2 Co 12.1 a 4.

Falsos Profetas

Quanto aos falsos profetas, Jesus disse em Mateus 7:15-20:
Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.
Observe a conduta de quem se diz profeta de acordo com as obras da carne mencionadas em Gálatas 5:19-21:
Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.
Nem sempre Deus deu sonhos proféticos aos profetas. Outras pessoas que não tinha nenhuma ligação com profecias sonharam com o fututro, e precisaram que um servo de Deus para interpretar seus sonhos. Os mais conhecidos são: Faraó do Egito, nos dias de José, filho de Jacó e Nabucudonosor, com o sonho da estátua que não somente foi interpretado como foi também revelado por Daniel.

Profecias bíblica – mensagens de Deus

  • A profecia não foi originada pelo homem mas enviada por Deus. A Bíblia diz em 2 Pedro 1:21: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo.”
  • A profecia diz-nos exatamente o que vai acontecer no futuro. A Bíblia diz em Isaías 42:9: “Eis que as primeiras coisas já se realizaram, e novas coisas eu vos anuncio; antes que venham à luz, vo-las faço ouvir.”
  • Deus revelou os Seus planos aos profetas. A Bíblia diz em Amós 3:7: “Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.”

    Ir. Sullivan

    ESTUDO A SEGUIR: VOCÊ ACREDITA EM PROFECIAS?
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ESTUDO 3: PROFECIAS

ESTUDO 3.1 - A INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA: SUA UNIDADE


As escrituras, do Antigo e do Novo Testamento, são inspiradas por e escritas por homens que foram movidos e inspirados pelo poder do seu Espírito Santo.

Referências bíblicas que apoiam a verdade de que as escrituras são inspiradas por Deus:

1 TESSALONICENSES 2.13
2 TIMÓTEO 3.16
2 PEDRO 1.20-21

Deus falou aos antepassados judeus através de homens chamados “profetas” (HEBREUS 1.1).

OSEIAS, JOEL, OBADIAS, MIQUEIAS, SOFONIAS, AGEU, ZACARIAS E MALAQUIAS são apenas alguns dos profetas de Deus. Se lermos os primeiros versículos de cada um destes livros que levam o nome dos profetas, veremos que eles apresentam sua mensagem como “A PALAVRA DO SENHOR...”.

Deus preparou homens para compartilhar seus pensamentos para os demais. Os homens citados acima são apenas alguns dos quarenta escritores que foram escolhidos para serem cheios do Espírito Santo e para escreverem os pensamentos de Deus.

Passaram-se 1.600 anos, durante os quais os 40 escritores escreveram os 66 livros que compõem a Bíblia, em pelo menos 3 continentes.

O Antigo Testamento foi escrito principalmente para os judeus e ele foi escrito originalmente no idioma hebraico. O Novo Testamento foi escrito principalmente para os gentios. O idioma comumente falado pelos gentios no Império Romano era o grego. Esse era o idioma que Paulo usou quando o Espírito Santo veio sobre ele para que escrevesse suas cartas à Igreja entre os gentios.

Dos 66 livros, 39 foram escritos em hebraico e 27 em grego.

O Espírito Santo se dirigiu aos autores humanos para que os mesmos escrevessem o que Deus quis, mas sem perder suas características humanas. É uma unidade maravilhosa, pois, apesar dos diferentes escritores, com diversas ocupações e idiomas, morando em diferentes continentes, através de diferentes épocas, os 66 livros da Bíblia não se contradizem, pois existe uma inspiração divina por trás destes manuscritos. A Bíblia não é como um livro qualquer.

Lembre-se de que o nome de Jesus em JOÃO 1.1 é o VERBO. Visto que um verbo é uma palavra, podemos dizer que Jesus é a Palavra.

Por isso, Jesus é a Palavra de Deus VIVA e a Bíblia é a Palavra de Deus ESCRITA.

Ir. Sullivan

ESTUDO A SEGUIR: PROFECIAS - DEFENIÇÕES E ESCLARECIMENTOS 

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AVISO: SUSPENSO O III SHOW DE TALENTOS DA IGREJA NOVA VIDA

Por motivos de logística, o III SHOW DE TALENTOS DA IGREJA NOVA VIDA, evento musical que seria realizado no dia de 15 de Dezembro foi suspenso. Agradecemos pela sua compreensão. Aguarde novidades!

sábado, 17 de novembro de 2012

INV REALIZA AÇÃO SOCIAL NA CASA DE APOIO AOS PACIENTES COM CÂNCER

Através desta ação social que aconteceu neste último Sábado (17/11/12), a Igreja Nova Vida veio despertar em todos que há um ser humano por trás da doença e que existe esperança para aqueles que crêem em Cristo. E que essas pessoas estão frágeis e precisam também da compreensão e estímulo dos profissionais de saúde, voluntários, funcionários e da igreja principalmente. Veja algumas Imagens.
 



O projeto realizado pela Casa de Apoio busca qualidade de vida e dá esperança as pessoas na luta contra o câncer e outras doenças. Mas, projetos como este nem sempre são possíveis de serem mantidos. Por isso a Casa busca a continuidade com a solidariedade dos voluntários e esforço dos funcionários, na participação mais efetiva dos doadores e colaboradores (empresas e sociedade) e da criação de novas parcerias, pois o espaço é muito simples e a maioria de seus recursos saem do bolso do proprio coordenador da casa.

Pastor Josué Lima, durante a ministração da palavra.

A Casa de Apoio é localizada na Rua da Viração, N° 238, Próximo ao Hospital Materno Infantil, São Luís - MA.

Tel.: (098) 8773-2599 - Aurino - Coordenador da Casa de Apoio. 

Fica aí o contato para quem estiver interessado em saber mais sobre a Casa de Apoio e quiser contrinuir com este trabalho. Graça e paz do Senhor a todos e que este venha a ser o primeiro de muitos trabalhos que possamos realizar por essa gente tão necessitada. Amém!


Ir. Sullivan

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

ENTREVISTA: PASTORA ANDREA GOMES


 Em um cenário dominado pelos homens, a pastora Andrea Gomes é uma pioneira do Evangelho da Inclusão no Brasil. Natural de São Paulo, a pastora de 37 anos foi uma das primeiras mulheres a assumir o pastorado no Brasil. Em 31 de janeiro de 2013, a Igreja Apostólica Nova Geração em Cristo (IANGC) completará 2 anos. Com 2 núcleos (Lapa e Santo André - SP), a IANGC se caracteriza pelo estilo pentecostal e pela ênfase no evangelismo. Seu diferencial é levar a Palavra a regiões periféricas de SP, diferentemente das demais igrejas, concentradas no centro da cidade. Conheça um pouco mais dessa mulher corajosa que, gentilmente, nos concedeu a seguinte entrevista.
1) Conte-nos como ocorreu sua conversão. Ocorreu em uma igreja inclusiva ou tradicional? Se tradicional, houve conflitos com a sexualidade? Se sim, houve tentativas de mudança? A que conclusão chegou?

Conheci o Senhor Jesus com 13 anos de idade, quando participava de um movimento chamado Renovação Carismática Católica. Foi nesse período da minha vida, que inicialmente experimentei o mover do Espírito Santo. O conflito que vivi em relação a minha sexualidade foi em relação a mim mesma, pois de certa forma eu acreditava que DEUS me amava independente de qualquer coisa, porém nos meus pensamentos viver a minha homossexualidade seria trazer sofrimento para a minha família, e isso era algo que eu nunca deixaria acontecer. Então tentei levar uma vida conforme era de agrado à sociedade. Mas me barrei nos meus sofrimentos, pois não me sentia completa, estando com um homem. Até que um dia beijei uma mulher pela primeira vez, foi quando entendi que a felicidade era pra’ ser vivida. Senti-me liberta das prisões que eu mesma havia me colocado. Então para não entrar em “choque” com a igreja a qual eu participava, decidi sair, pois sempre acreditei que aquilo que se prega deve-se viver. A partir daí fiquei sem rumo espiritual, e pude vivenciar as coisas que o mundo oferecia. Mas os planos de Deus sobre a minha vida não poderiam ser frustrados, sendo assim, através de um panfleto conheci pela primeira vez uma igreja inclusiva, e com isso pude retornar ao primeiro amor, e assim me dedicar em espírito e verdade à obra de Deus. 
2) Fale-nos da Igreja Apostólica Nova Geração em Cristo. Como nasceu e qual a sua principal bandeira? Como tem sido sua principal estratégia de trabalho?


         Seguindo a orientação do Senhor, iniciamos em Novembro de 2009 um grupo de oração que tinha por objetivo levar a palavra da verdade e abençoar as casas quais nos acolhiam. Nos primeiros dias de 2010 realizamos uma poderosa Campanha: “12 dias de Clamor por 12 meses de Bênçãos”. Essa campanha foi o inicio de uma mudança no grupo de oração. Mudança tanto enquanto ministério como também nas vidas que ali se encontravam. No dia 31 de Janeiro de 2010 realizávamos o primeiro culto no espaço o qual o Senhor havia nos concedido, através do seu amor e da sua eterna misericórdia. Era culto de Santa Ceia, nossos corações explodiam de tanta alegria e felicidade, pois contemplávamos a concretização da promessa. E assim, pela vontade do Senhor, a Igreja Apostólica Nova Geração em Cristo é estabelecida na terra, sendo edificada sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra, no qual todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo do Senhor. Somos homens e mulheres de Deus, que acreditam no amor infinito de Jesus pelo homem e sua criação. Queremos fazer a vontade do Senhor nesta terra e levar sua mensagem de salvação a cada canto deste planeta. Nossa estratégia é a mesma da igreja primitiva, ou seja, ser conduzida pelo Espírito Santo. Onde Ele nos permitir ir lá estaremos, pra’ Glória de Deus, e para que pessoas sejam salvas em nome de Jesus.

3) A NG tem estado presente em manifestações populares como a Marcha pra Jesus e a Parada Gay. Qual a importância dessas participações e o que se pode esperar delas?

Sim! Participar de manifestações populares também ajuda a igreja crescer.
A igreja precisa estar inserida num contexto social, para ser agente transformador, e divulgadora das boas novas. Essas participações, é uma das formas que temos de exercer o IDE, pois temos a oportunidade de chegar até as ovelhas perdidas da casa do Pai. Esperamos através disso a salvação de muitos.

4) Pastora Andrea, na última década o número de comunidades inclusivas vem crescendo no Brasil. Consequentemente, existem diferenças litúrgicas e doutrinárias como em outras denominações. Como você enxerga e avalia essas diferenças?

 Acredito que o crescimento do número de comunidades e/ou igrejas vistas como inclusivas, crescem devido uma demanda grande de pessoas que necessitam exercitar sua espiritualidade sem esconder sua sexualidade, ou seja, pessoas sedentas de querer servir ao Senhor, em espírito e verdade. Acredito que a liturgia e doutrina não nos convêm questionar. A verdade existe e esta na palavra de Deus, as pessoas ao procurar um lugar para congregar, precisam estar atentos a isso.
 
IANGC na Marcha Pra Jesus
5) Como é ser líder em um país cuja tradição pastoral é masculina e onde as igrejas inclusivas são minoria?

Quando li essa pergunta logo me veio ao coração. - A minha Graça te basta!
E é só pela Graça mesmo que consigo estar à frente de um trabalho tão maravilhoso como esse de pastorear. Amo o que faço, e procuro fazê-lo com sabedoria.
Vejo que essa tradição de certa forma existe em nosso meio, e para isso nós mulheres, quando tomamos posse desse chamado de Deus em nossas vidas, precisamos agir de acordo ao chamado, ou seja com dedicação, com boa índole, com sabedoria e na autoridade que há em Jesus Cristo. De forma nenhuma devemos achar que somos” menos”, pois independente de ser homem ou mulher, o que difere no chamado é a importância que se faz dele em nossas vidas.
  
6) São Paulo é um celeiro de comunidades inclusivas, são pelo menos 5 igrejas bem estabelecidas. Como exercer o ministério pastoral em um cenário como esse? Não há riscos de competições e inimizades?

Temos que ter em mente o que disse Jesus, que a Seara é realmente grande, mas pouco os cefeiros, sendo assim temos ainda poucas igrejas em São Paulo, e é essa a visão da “Nova Geração em Cristo”. Procuramos agir com interação com outras igrejas, sejam elas inclusivas ou não, afinal de contas vamos todos morar no céu. É importante que as lideranças de cada igreja tenham essa visão, pois o inimigo é sujo e pode realmente querer implantar um clima de competição e inimizade, precisamos entender que a igreja de Jesus é una, ou seja um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos que atua acima de todos, por todos e em todos (Efésios 4.5-6).

7) Algumas igrejas inclusivas têm ganhado bastante destaque na mídia. Esse destaque é positivo ou negativo em sua opinião? Acha que a mídia tem sido fiel em revelar o que de fato são as igrejas inclusivas?
Batismo: sinal de crescimento!

Acredito ser de benção uma oportunidade na mídia, pois assim é possível divulgar a verdade que há em Jesus Cristo, e outras pessoas que ainda não conhecem as igrejas inclusivas acabam tendo a possibilidade de conhecer e se identificando podem congregar em espírito e verdade.
Vejo que em alguns momentos a mídia tem explorado essa oportunidade de uma maneira errônea, acentuando mais o fato da homossexualidade do que a importância de haver igrejas que não fazem acepção de pessoas.

 8) Que conselhos você daria a líderes de igrejas não inclusivas que enfrentam problema com a homossexualidade de alguns de seus membros?

Ser direcionado pelo Espírito Santo e/ou agir conforme Jesus agiria.

9) Pastora, para finalizar: que palavra daria àquelas pessoas que, sendo cristãs e homossexuais, sentem-se indignas de pertencer a uma igreja?

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8, 15-16)


Unidade Lapa
Rua Belchior Carneiro, 26 - Lapa - SP
ao lado da estação de trem Lapa
(CPTM - linha 7 Rubi)
Unidade Santo André
Av. Queirós dos Santos, 184
Centro - Santo André - SP
na rua da estação de trem Santo André
(CPTM linha 10 Turquesa)
(11) 8028-6231 Oi
(11) 8591-0596 Tim
(11) 3661-7870 Fixo
Site:
http://ianovageracaoemcristo.webnode.com//

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

ESTUDO 2 - A FORMAÇÃO DO POVO DE DEUS


ESTUDO 2.1 - ÊXODO




O ÊXODO significa saída e é o segundo livro da Bíblia e do Pentateuco. Este fato histórico ocorreu por volta de 1250 a.C.

CONTEÚDO E DIVISÃO

Pode dividir-se o seu conteúdo do seguinte modo:



I. “Opressão” e “Libertação” dos filhos de Israel no Egito. Este é o tema fundamental de 1,1-15,21. Nesta seção merecem especial relevo as peripécias no Egito (1,1-7,8), como um povo que nasce no sofrimento. Seguem-se as pragas (7,8-12,32), como meio violento de libertação. 


II. Caminhada pelo deserto (15,22-18,27) do povo, agora livre do Egito.
III. Aliança do Sinai (19,1-24,18). Esta aliança é o encontro criacional ou fundacional de Javé com os “israelitas”, em que o Senhor se dá a si mesmo ao homem e restitui cada homem a si mesmo, e em que o homem aceita a dádiva pessoal de Deus e se aceita a si mesmo como dom de Deus com tudo o mais que lhe é dado: a natureza, a razão, a Lei, a História, o mundo. Por sua vez, a dádiva e a sua aceitação também reclamam dádiva mútua e, portanto, responsabilidade. O pecado surge como possibilidade da liberdade humana; mas Deus pode sempre recomeçar tudo de novo.
IV. Código sacerdotal, com especial relevo para a construção do santuário (25,1-31,18). A execução do mesmo vai ser revelada em 35,1-40,33, com a correspondente organização do culto. Esta narrativa está encerrada numa inclusão significativa: 40,34-38 descreve a descida do Senhor sobre o santuário com as mesmas características (nuvem, glória, fogo) com que 24,12-15 a descreveu a descida do Senhor sobre o Sinai, mostrando, assim, que o santuário assumiu o papel do Sinai como lugar da manifestação de Deus. É a presença da ideologia sacerdotal (conhecida por fonte P), que projeta retrospectivamente no Sinai a imagem do segundo templo, do seu sacerdócio e do seu culto – em suma, o ideal da comunidade judaica pós-exílica (ver VI).
V. Renovação da Aliança do Sinai, relatada em 32,1-34,35.
VI. Código sacerdotal (35,1-40,38): execução das obras relativas ao santuário (ver IV). 

O texto normativo do livro do ÊXODO é sobretudo um entrançado de peças narrativas e legislativas. Nestas últimas, destacam-se o “Decálogo” propriamente dito (20,1-17) e os chamados “Código da aliança” (20,22-23,19) e “Decálogo ritual” (34,12-26). São as Leis dadas por Deus, mas formulada pelo homem a partir da razão e da experiência.

AUTOR

A antiga tradição judaica, tal como a antiga tradição cristã, atribuem a Moisés a autoria de todo o Pentateuco e, por isso, também do livro do ÊXODO.

GÉNERO LITERÁRIO

O tecido literário deste livro resulta em parte da acostagem horizontal de temáticas por via redacional (“teoria fragmentária”), mas fundamentalmente da complexidade dinâmica da vida de múltiplos grupos cujas experiências no terreno vão sendo recolhidas e integradas em contextos ideológicos mais amplos. 

LEITURA CRISTÃ E TEOLOGIA

O acontecimento do Êxodo relata a libertação de Israel do Egito pelo Senhor, que faz com esse povo uma Aliança. Tal acontecimento fundador foi objeto de várias releituras, já dentro da própria Bíblia, pois toda a teologia e espiritualidade do povo de Israel ficou profundamente marcada por ela. Assim, o Segundo e Terceiro Isaías vêem a libertação de Judá do domínio da Babilônia como um novo Êxodo.
Os primeiros discípulos de Jesus e as primeiras comunidades cristãs, que eram de origem judaica, viram na doutrina de Jesus um “êxodo” novo e definitivo (Lc 4,16-21); e, na sua pessoa, o verdadeiro libertador, à vista do qual o próprio Moisés era simples figura, e a Lei do Sinai mero pedagogo para conduzir o povo até ao verdadeiro Mestre, que é Cristo (Gl 3,24). O Novo Testamento apresenta Moisés como muito inferior a Jesus, que veio trazer a nova Lei (Mt 5,17-48). A Carta aos Hebreus chega mesmo a dizer que Moisés já considerava os opróbrios por Cristo superiores aos tesouros do Egito, seguindo em frente com firmeza, «como se contemplasse o Invisível» (Heb 11,27). 



PALAVRA DO IRMÃO... 

Verdade ou mito? Esta é uma das histórias mais contadas e recontadas do Antigo Testamento e ainda gera muitas divergências de opiniões. Mesmo que Deus explicasse as razões por tras deste grande acontecimento, em nossa atual condição, nossa mente seria limitada demais para compreender a imensidão de seu poder. Com certeza seriamos levados à loucura! As sagradas escrituras nos falam que aquilo que nos foi revelado nos pertence, mas aquilo que permanece escondido só a Deus cabe. Poderia eu usar isto para sanar minhas inquietações? Ou estaria eu simplesmente me acomodando em buscar a verdade e aceitando tudo, sem me questionar se tal fato me é lícito ou não, já que a própria Bíblia diz que muitos se perderão por falta de conhecimento? Até onde a busca por conhecimento pode me beneficiar ou então me fazer parecer auto-suficiente a ponto de achar que posso confrontar Deus?
Estes questionamentos nos levam a um longo debate, numa tentativa de compreender os projetos de Deus. Mas se não conseguimos compreender seus desígnios, como podemos nos atrever a questioná-lo? Estas tentativas frustradas podem nos levar muitas vezes a blasfemar e cometer um pecado, não moral, mas teológico, que consiste querer se igualar a Deus para lhe pedir contas e julgá-lo.  

Por fim, deixo vocês com este documentário que encontrei no You Tube. Onde a ciência confronta a Bíblia e tenta explicar os mistérios por trás do Êxodo. É interessante, pois você começa a analisar os diferentes pontos de vistas colocados. Mas o importante é estar com a base de sua fé firmada para não se deixar levar. Cabe a nós somente obediência a Deus e usar o conhecimento por Ele dado para edificar nossas vidas e a de nossos irmãos. Buscando assim trilhar um caminho nobre que nos leve até o Criador. Amém!



 Ir. Sullivan

terça-feira, 30 de outubro de 2012

ESTUDO 1 - A ORIGEM DO MAL

ESTUDO 1.11 - JOSÉ NO EGITO
 
LEITURA BÍBLICA:  GÊNESIS 37 A 50
 
A história de José do Egito é um dos relatos bíblicos de fé, fidelidade e superação mais marcantes, e é contada nas igrejas em ministrações, escolas bíblicas ou em atividades infantis, como um verdadeiro milagre.
Confira abaixo um resumo da história do homem conhecido como “José do Egito”, que foi vendido pelos irmãos como escravo, foi preso injustamente e através de um dom, alcançou o cargo de administrador de uma nação.

A origem

José era o 11º filho de Jacó, mas se tornou o seu preferido por ser o primeiro filho dele com Raquel. O amor de Jacó por Raquel era tão grande, que ele trabalhou de graça para Labão, o pai dela, que o trapaceou. Quando Jacó conheceu Raquel, que era sua prima, pediu sua mão em casamento, mas Labão exigiu que ele trabalhasse por sete anos sem salários, antes que pudesse se casar. Na noite do casamento, Labão entregou sua filha Léia, e disse que se Jacó quisesse Raquel, teria que trabalhar por mais sete anos, tarefa que foi cumprida por Jacó.

Os sonhos

Com dedicação, José conquistava seu pai, porém, tanto destaque despertou a antipatia de seus irmãos, que se incomodavam com a atenção que ele recebia. Após ter sonhado que estava no campo amarrando feixes e os feixes amarrados por seus irmãos se curvavam perante seu o dele, José incomodou novamente a seus irmãos. Em outro sonho, José contou aos familiares que o sol, a lua e as estrelas se curvavam diante dele, o que irritou não somente a seus irmãos, mas também a seu pai, pois os sonhos de José transmitiam uma mensagem de que ele seria o mais importante na família, algo inadmissível para um caçula à época.

A rivalidade
Incomodados, os irmãos de José passaram a chamá-lo de sonhador e tramaram sua morte, mas desistiram, e resolveram vendê-lo a um mercador de escravos ismaelita, com quem cruzaram no caminho. Para Jacó, levaram a túnica de José manchada de sangue, e falaram que ele havia sido morto por um animal. Triste pelo acontecimento, Jacó lamentou profundamente a perda de seu filho.

A cilada

No Egito, foi vendido para Potifar, que era oficial e capitão da guarda do rei. Novamente, com esforço e dedicação, tornou-se administrador da casa e dos demais escravos de Potifar e aprendeu o idioma egípcio. Porém, a esposa de Potifar desejou seduzi-lo, mas diante da recusa de José, ela passou a acusá-lo de tentativa de abuso, o que fez com que José fosse preso.

A prisão

Enquanto esteve preso, José se relacionava com os demais presos, e fez fama de intérprete de sonhos, ao mostrar o significado dos sonhos de dois prisioneiros: o copeiro-chefe e o padeiro chefe do palácio real, que estavam presos sob acusação de conspiração contra o rei.
Em determinado momento da história, o Faraó teve um sonho em que sete vacas magras comiam sete vacas gordas e permaneciam magras. Incomodado com o sonho, o Faraó convocou todos os sacerdotes do Egito, porém nenhum deles soube interpretar seu sonho. O copeiro-chefe do palácio real, que havia sido perdoado pelo Faraó, lembrou-se das interpretações de José a respeito dos sonhos, e falou sobre o prisioneiro, que foi chamado e disse que o sonho significava um período de fartura de sete anos, seguido de um período de seca igualmente de sete anos, pelo qual o Egito passaria.

O Governador

O Faraó, satisfeito com a interpretação de José, dá a ele um anel de seu dedo e o nomeia Governador do Egito. Com a amizade construída com os demais prisioneiros durante o período em que esteve na cadeia, José aprendeu bastante sobre a política do país, e sabia da divisão existente no Egito, que era separado como baixo Egito e alto Egito, tendo dois governantes.
José ordena a construção de celeiros para armazenar os alimentos produzidos nos sete anos de fartura, e nos sete anos seguintes de seca, José passa a vender os alimentos a valores altíssimos para o alto Egito, conquistando assim, riquezas suficientes para comprar quase que a totalidade do território do alto Egito, e entregar a seu Faraó, um território muito maior ao final dos catorze anos.

O reencontro com a família

Durante a seca, que atingia toda a região, Jacó envia seus filhos para comprar mantimento no Egito. Ao chegarem ao Egito, encontram-se com José, mas não o reconhecem, porém José os reconhece, os trata friamente, e especulando sobre suas origens, os acusa de serem espiões. Quando José tem certeza de que são seus irmãos, os mantém presos por três dias, liberando-os para levar comida a seus familiares sob a condição de que um deles permanecesse no Egito, enquanto os demais traziam o irmão mais novo como prova de que não eram espiões.
José porém, mandou entregar os mantimentos comprados por seus irmãos e sem que eles soubessem, mandou também colocar o dinheiro deles de volta em seus pertences. Ao relatarem tudo que havia acontecido a seu pai, temeram, e após muita discussão entre eles, resolveram voltar com Benjamin, o filho mais novo.
Ao chegarem ao Egito, encontraram José e se curvaram a ele, que os questionou sobre a saúde de seu pai. José então, tomado pela emoção ao ver Benjamin, filho de sua mãe, se escondeu para chorar. Depois, durante uma farta refeição, se alegraram.
José porém, mandou plantar novamente dinheiro e bens nos pertences de seus irmãos, e quando eles tinham saído, mandou guardas atrás deles, questionando-os por que pagavam bem com mal. Ao serem levados à presença de José, ele se revelou, dizendo ser ele o irmão que havia sido vendido como escravo. A seus irmãos, disse também que o fato de eles o terem vendido era plano de Deus, e pediu que avisassem a seu pai que ele estava vivo e bem sucedido, e queria vê-lo.
Ao saber sobre José, seu pai ofereceu sacrifícios a Deus e foi ao Egito encontrá-lo. Ao se reencontrarem, José chorou abraçado a seu pai, que sentia-se realizado por ter reencontrado se filho.  Após o reencontro, José deu à sua família uma propriedade em uma das melhores localizações do Egito e lá trabalharam e viveram.


Ir. Sullivan
 

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