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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pastora que pregava cura gay revela: "Fiz tudo o que a igreja mandou fazer para deixar de ser lésbica, não deu certo"

Ali no número 1600 da avenida São João, no centro de São Paulo, existe uma igreja evangélica em que as pessoas celebram a palavra de Deus, pagam dízimos, cantam em uníssono músicas animadas sobre o evangelho, e, em plena quarta-feira, lotam as cadeiras para acompanhar o culto. Tudo isso seria exatamente igual a qualquer outra igreja, se não fosse o fato de que a Comunidade Cidade de Refúgio se tratasse de uma igreja inclusiva, que recebe de portas abertas gays e lésbicas, sem julgamentos sobre suas orientações sexuais. 

Para falar sobre a igreja, é preciso adentrar a história de duas mulheres que tiveram suas vidas completamente modificadas em 2002, quando se apaixonaram: Lanna Holder e Rosania Rocha. 


EX-LÉSBICA E EX-HÉTERO


Lanna sempre soube sua orientação sexual e aos 17 anos teve sua primeira experiência com uma mulher. No entanto, acreditava que sendo lésbica seria condenada ao inferno. Aos 21 anos se converteu à religião evangélica e deixou de lado uma companheira. Pouco depois se casou com um pastor, teve um filho, e a religião passou a ser parte principal de sua vida. Pelas igrejas do Brasil, ela pregava sobre a “cura” a que havia sido submetida e passou a ser vista como um exemplo a ser seguido - e uma prova viva de que seria possível superar a homossexualidade. 

Em vídeos disponíveis no YouTube, é possível ver longos sermões da pastora pregando sobre a maldição e o pecado da homossexualidade. Igrejas lotadas de fiéis aclamaram suas palavras e acreditaram estar diante de uma pessoa “regenerada” e “trazida de volta ao caminho do bem”. 

Em 2002, no entanto, a história mudou quando Lanna conheceu Rosania em uma igreja evangélica em Boston, nos Estados Unidos. Rosania, que morava na cidade, onde era dirigente de louvor de uma igreja frequentada por brasileiros, era casada com um pastor, com quem teve um filho. Muito conhecida na comunidade evangélica por cantar músicas gospel, iniciou uma grande amizade com Lanna, de quem sempre estava perto nos cultos: onde Lanna pregava, Rosania cantava. Da amizade ao amor bastaram seis meses e suas vidas foram viradas de cabeça para baixo. De celebridades evangélicas adoradas, Lanna e Rosania viraram párias na religião que ajudavam a espalhar. 

Confira abaixo a entrevista que o Virgula Lifestyle fez por telefone com as pastoras: 

Como foi a sua conversão e o processo para se tornar uma ex-lésbica?

Lanna - Eu tinha 21 anos quando me converti à religião por achar que iria para o inferno por causa de minha orientação sexual. Eu usava drogas, era alcoólatra e quando me converti essa parte da minha vida deixou de existir. A religião funcionou como um processo de restauração na minha vida, mas a minha orientação sexual nunca foi alterada. Eu nunca vivenciei nenhum processo de cura, mesmo assim segui numa busca constante para deixar de ser lésbica. Eu pensava: ‘Deus me libertou das drogas e do alcoolismo e não consegue me libertar da homossexualidade?’. Na igreja, a homoafetividade é apresentada ou como uma possessão demoníaca ou como uma doença. Eu tentava lidar com as duas coisas. ‘Se é uma doença, Deus vai ter que curar e se eu estiver possessa de algum espírito maligno, Deus vai ter que me libertar’. Tentei por sete anos. 

A religião faz uma lavagem cerebral contra a homossexualidade?

Lanna - Hoje eu cheguei à conclusão de que a religião demoniza tudo o que ela não explica e não entende. A homossexualidade é uma questão muito cheia de ramificações e interpretações. A própria igreja não chega a um consenso sobre o que pensa a respeito. Enquanto tem uma parte que garante que é uma possessão demoníaca, outra parte tem certeza de que é uma doença. Por mais que no fundo a igreja saiba que a homossexualidade não é abominável, ela se recusa a corrigir um erro. É difícil voltar atrás e reconhecer que errou depois de milênios condenando os homossexuais. É mais fácil manter como está. 

Você escondia sua verdadeira orientação sexual ou estava convicta de que havia sido realmente “curada”?

Lanna - Eu divulgava essa tal cura havia sete anos e pregava contra a homossexualidade. As pessoas me conheciam como “A missionária Lanna Holder, ex-lésbica”. Quando fui pra Boston, eu já estava conformada, achando que teria que viver minha vida toda escondendo minha verdadeira orientação sexual. Eu mentia, pois tinha certeza de que a minha orientação sexual era imutável, ao contrário do que eu fazia as pessoas acreditarem. Fiz tudo o que a igreja mandou fazer para deixar de ser lésbica: quebra de maldição, cura interior, desligamento de alma, quebra de vínculo. Depois de tudo, minha orientação sexual não mudou e então cheguei à conclusão de que fazia parte da minha natureza. Esconder foi a minha única opção. Fiquei casada com um homem, não porque era o que eu queria, mas porque era o imposto para que eu não fosse para o inferno. 

Como foi o momento em que você se viu diante da paixão por uma mulher após tantos anos garantindo ser ex-lésbica?

Lanna - Nos conhecemos e no começo nos tornamos grandes amigas. Tivemos uma associação total na religião e quando chamavam a Rosania para cantar, me chamavam para pregar. A vida nos uniu. Viajamos pelos Estados Unidos juntas e eu confidenciava a ela os problemas que tinha em meu casamento, pois como o “exemplo” que eu era, não podia contar para ninguém o que eu enfrentava. Não falava sobre minha orientação sexual, mas conversávamos sobre diversas questões. Quando me dei conta, tudo o que eu fazia era pensando na Rosania. Eu queria estar ao lado dela e percebi que aquilo que eu sentia não era apenas amizade. Eu chorei muito, orei muito e perguntava a Deus quando aquilo passaria. Minha paixão por ela começou a confrontar com tudo aquilo que eu dizia ser errado em minhas pregações. 

Como você encarou a paixão pela Lanna já que nunca havia tido interesse em uma mulher antes?

Rosania – Eu percebi um sentimento diferente por ela e então conversamos e admitimos estar apaixonadas. Choramos muito, pedimos muito perdão a Deus e, como éramos casadas, nos sentíamos muito erradas, pois cometemos adultério. Nosso pecado na verdade não foi o nosso amor, mas sim o fato de sermos casadas e de adulterarmos por seis meses. Quando eu era criança, me sentia um pouco diferente das minhas amigas. Mas nunca tinha tido contato sexual com uma mulher até, de repente, me ver apaixonada pela Lanna. Nada foi planejado, deixei o barco me levar, tentei fugir, ficamos separadas, mas a vida nos uniu. Eu sempre digo que me apaixonei por um ser humano e não necessariamente por uma mulher. 

Como foi a reação da igreja ao saber que vocês estavam juntas?

Rosania - Contamos aos nossos maridos e depois aos nossos líderes, que nos aconselharam a não contar nada a ninguém para preservar a imagem da igreja. Confiamos que tudo daria certo, eu pensei que voltaria para meu marido e que a Lanna seguiria a vida dela, já que estava decidida a se separar. Mas assim que viramos as costas, eles (os líderes) pegaram o telefone e começaram a ligar para toda a comunidade evangélica contando a novidade. Eu morei 20 anos nos Estados Unidos e convivi com pessoas na igreja a quem considerava parte de minha família. Quando tudo aconteceu, tudo mudou. Eu entrava no banheiro para passar um batom, e as mesmas pessoas que se diziam minhas amigas, saíam imediatamente. Se tivéssemos nos apaixonado por outros homens e cometido adultério do mesmo jeito, a reação teria sido completamente diferente. Passaríamos por um período de disciplina e nossos “amigos” continuariam por perto. Como me apaixonei por uma mulher, subi ao púlpito e pedi perdão por ser quem eu era, mas nunca mais consegui me encaixar na igreja. Me usavam para pregar sobre pecado e aquilo acabou se tornando um circo. 

Muitos nos disseram que não tínhamos caráter por termos assumido nosso amor, mas para ter coragem de enfrentar tudo e todos, foi preciso muito caráter. Eu poderia ter ficado cantando e a Lanna pregando sem nunca ninguém imaginar que tínhamos algo. Muitas pessoas da igreja são hipócritas, pregam uma coisa e fazem outra. Tem gente casada que prega para multidões e sai para pegar as menininhas da cidade, tira a roupa na frente da câmera e coisas do gênero. São pessoas assim que nos massacram. Eu me sinto muito mais em paz com Deus sendo o que sou de verdade. 

Lanna – Quando eu me converti, já comecei a pregar que eu era uma ex-lésbica e então me tornei uma referência da cura. Na minha época eu era um Silas Malafaia falando que homossexualidade era coisa do demônio, que os gays iam para o inferno. É interessante perceber como a gente cai do cavalo com as nossas convicções. Eu que tanto perseguia os gays, me tornei uma perseguida com o mesmo discurso que eu usava ao assumir minha homossexualidade. 

Como é a relação com seus ex-maridos atualmente?

Rosania – Temos uma relação muito bacana. Ele se casou de novo e será pai mais uma vez. Ele mora nos Estados Unidos e sempre o vejo, pois meu filho mora com ele. 

Lanna – Só falo com meu ex-marido sobre assuntos relacionados ao nosso filho. 

Como é a relação com seus filhos (Rosania tem um filho de 15 anos e Lanna tem um filho de 11 anos)

Rosania – De toda essa história, a coisa mais legal é a nossa relação com nossos filhos. Somos uma família incrível, agimos de maneira muito natural. Meu filho ama a Lanna e adora conversar com ela. Aliás, ele conta mais coisas pra ela do que pra mim. Não tem como uma pessoa afirmar que uma família constituída por gays não é coisa de Deus. Somos uma família feliz que vive em harmonia. 

Como surgiu a ideia da igreja inclusiva?

Lanna – Tentamos frequentar outras igrejas, mas sempre ouvíamos as mesmas afrontas dos pastores no púlpito contra os gays. Começamos a fazer amizade com uma série de ex-evangélicos que também não eram aceitos na igreja por conta de sua orientação sexual. Pensamos em fazer algo em nossa casa mesmo, mas em 2011 inauguramos a igreja com 15 pessoas, hoje temos cerca de 500 membros. 

Tirando o fato da igreja inclusiva aceitar os homossexuais, o que mais a diferencia das outras?

Lanna – Nada, se alguém entrar aqui sem saber que é uma igreja inclusiva vai achar que é uma igreja evangélica como qualquer outra. Sexo é só depois do casamento, temos dízimos e ofertas, louvamos a palavra de Deus... A bíblia do gay é a mesma do hétero, a única diferença é que interpretamos diferente a questão da homossexualidade. Não somos ativistas gays, mas acreditamos na inclusão. 

Como vocês conquistam novos fieis?

Lanna - O evangelismo mais difícil é o de um gay. Primeiro que você já tem que entregar o folheto da igreja dizendo que ele é aceito como é, caso contrário eles rasgam o papel na nossa cara, jogam no chão... Na abordagem, eles logo acham que somos da igreja do pastor que fala mal, então já nos apresentamos como pastoras casadas antes de fazer o convite. Vamos nos pontos de maior concentração do público gay em São Paulo, que é a região da avenida Paulista, a rua Vieira de Carvalho e outras. Paramos nas portas das boates e fazemos flashmobs, cantando e dançando. Com isso, geramos curiosidade e eles se aproximam para saber de onde somos. Sempre vêm várias pessoas à igreja depois dessas abordagens. Vamos também à Parada Gay, à Feira da Diversidade e à Caminhada Lésbica entregar nossos folhetos. 

O que os evangélicos convencionais acham da Comunidade Cidade de Refúgio?

Lanna - Tem pessoas que vêm aqui na porta para nos afrontar, teve uma senhora que quase me agrediu aqui na frente. Nos xingam, dizem que a nossa igreja é Sodoma e Gomorra, que é coisa do diabo. Há quem ligue e fale desaforos, deixe recadinhos mal-educados nas redes sociais... Tem quem pense, obviamente não é todo mundo, que aqui tem imoralidade, promiscuidade, que é um ponto de encontro para achar parceiros sexuais. 

O que vocês acham do Silas Malafaia?

Lanna - Não temos nada contra o Silas Malafaia, mas achamos que ele só cresceu na religião baseado em polêmicas, a bola da vez são os homossexuais. Ele tem um discurso prepotente de dono da verdade e usa de muita ira para se referir aos gays. Lamentamos muito isso, porque o Silas Malafaia afasta todos os gays da igreja, pois eles acabam achando que todos os pastores pensam dessa forma. Mas ele não representa a maioria dos pastores. Ele não sabe o que ele fala (se referindo à comparação feita por Malafaia de gays a bandidos). Pregue a palavra de Deus, Malafaia! Pare de fazer polêmica! 

E Marco Feliciano?

Rosania - A única coisa que temos a dizer ao Feliciano é: “cresça”! Ele é uma pessoa narcisista e tudo o que ele faz é para ganhar holofotes. Infelizmente ele está conseguindo isso da pior maneira possível.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

ENTREVISTA: PASTORA ANDREA GOMES


 Em um cenário dominado pelos homens, a pastora Andrea Gomes é uma pioneira do Evangelho da Inclusão no Brasil. Natural de São Paulo, a pastora de 37 anos foi uma das primeiras mulheres a assumir o pastorado no Brasil. Em 31 de janeiro de 2013, a Igreja Apostólica Nova Geração em Cristo (IANGC) completará 2 anos. Com 2 núcleos (Lapa e Santo André - SP), a IANGC se caracteriza pelo estilo pentecostal e pela ênfase no evangelismo. Seu diferencial é levar a Palavra a regiões periféricas de SP, diferentemente das demais igrejas, concentradas no centro da cidade. Conheça um pouco mais dessa mulher corajosa que, gentilmente, nos concedeu a seguinte entrevista.
1) Conte-nos como ocorreu sua conversão. Ocorreu em uma igreja inclusiva ou tradicional? Se tradicional, houve conflitos com a sexualidade? Se sim, houve tentativas de mudança? A que conclusão chegou?

Conheci o Senhor Jesus com 13 anos de idade, quando participava de um movimento chamado Renovação Carismática Católica. Foi nesse período da minha vida, que inicialmente experimentei o mover do Espírito Santo. O conflito que vivi em relação a minha sexualidade foi em relação a mim mesma, pois de certa forma eu acreditava que DEUS me amava independente de qualquer coisa, porém nos meus pensamentos viver a minha homossexualidade seria trazer sofrimento para a minha família, e isso era algo que eu nunca deixaria acontecer. Então tentei levar uma vida conforme era de agrado à sociedade. Mas me barrei nos meus sofrimentos, pois não me sentia completa, estando com um homem. Até que um dia beijei uma mulher pela primeira vez, foi quando entendi que a felicidade era pra’ ser vivida. Senti-me liberta das prisões que eu mesma havia me colocado. Então para não entrar em “choque” com a igreja a qual eu participava, decidi sair, pois sempre acreditei que aquilo que se prega deve-se viver. A partir daí fiquei sem rumo espiritual, e pude vivenciar as coisas que o mundo oferecia. Mas os planos de Deus sobre a minha vida não poderiam ser frustrados, sendo assim, através de um panfleto conheci pela primeira vez uma igreja inclusiva, e com isso pude retornar ao primeiro amor, e assim me dedicar em espírito e verdade à obra de Deus. 
2) Fale-nos da Igreja Apostólica Nova Geração em Cristo. Como nasceu e qual a sua principal bandeira? Como tem sido sua principal estratégia de trabalho?


         Seguindo a orientação do Senhor, iniciamos em Novembro de 2009 um grupo de oração que tinha por objetivo levar a palavra da verdade e abençoar as casas quais nos acolhiam. Nos primeiros dias de 2010 realizamos uma poderosa Campanha: “12 dias de Clamor por 12 meses de Bênçãos”. Essa campanha foi o inicio de uma mudança no grupo de oração. Mudança tanto enquanto ministério como também nas vidas que ali se encontravam. No dia 31 de Janeiro de 2010 realizávamos o primeiro culto no espaço o qual o Senhor havia nos concedido, através do seu amor e da sua eterna misericórdia. Era culto de Santa Ceia, nossos corações explodiam de tanta alegria e felicidade, pois contemplávamos a concretização da promessa. E assim, pela vontade do Senhor, a Igreja Apostólica Nova Geração em Cristo é estabelecida na terra, sendo edificada sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra, no qual todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo do Senhor. Somos homens e mulheres de Deus, que acreditam no amor infinito de Jesus pelo homem e sua criação. Queremos fazer a vontade do Senhor nesta terra e levar sua mensagem de salvação a cada canto deste planeta. Nossa estratégia é a mesma da igreja primitiva, ou seja, ser conduzida pelo Espírito Santo. Onde Ele nos permitir ir lá estaremos, pra’ Glória de Deus, e para que pessoas sejam salvas em nome de Jesus.

3) A NG tem estado presente em manifestações populares como a Marcha pra Jesus e a Parada Gay. Qual a importância dessas participações e o que se pode esperar delas?

Sim! Participar de manifestações populares também ajuda a igreja crescer.
A igreja precisa estar inserida num contexto social, para ser agente transformador, e divulgadora das boas novas. Essas participações, é uma das formas que temos de exercer o IDE, pois temos a oportunidade de chegar até as ovelhas perdidas da casa do Pai. Esperamos através disso a salvação de muitos.

4) Pastora Andrea, na última década o número de comunidades inclusivas vem crescendo no Brasil. Consequentemente, existem diferenças litúrgicas e doutrinárias como em outras denominações. Como você enxerga e avalia essas diferenças?

 Acredito que o crescimento do número de comunidades e/ou igrejas vistas como inclusivas, crescem devido uma demanda grande de pessoas que necessitam exercitar sua espiritualidade sem esconder sua sexualidade, ou seja, pessoas sedentas de querer servir ao Senhor, em espírito e verdade. Acredito que a liturgia e doutrina não nos convêm questionar. A verdade existe e esta na palavra de Deus, as pessoas ao procurar um lugar para congregar, precisam estar atentos a isso.
 
IANGC na Marcha Pra Jesus
5) Como é ser líder em um país cuja tradição pastoral é masculina e onde as igrejas inclusivas são minoria?

Quando li essa pergunta logo me veio ao coração. - A minha Graça te basta!
E é só pela Graça mesmo que consigo estar à frente de um trabalho tão maravilhoso como esse de pastorear. Amo o que faço, e procuro fazê-lo com sabedoria.
Vejo que essa tradição de certa forma existe em nosso meio, e para isso nós mulheres, quando tomamos posse desse chamado de Deus em nossas vidas, precisamos agir de acordo ao chamado, ou seja com dedicação, com boa índole, com sabedoria e na autoridade que há em Jesus Cristo. De forma nenhuma devemos achar que somos” menos”, pois independente de ser homem ou mulher, o que difere no chamado é a importância que se faz dele em nossas vidas.
  
6) São Paulo é um celeiro de comunidades inclusivas, são pelo menos 5 igrejas bem estabelecidas. Como exercer o ministério pastoral em um cenário como esse? Não há riscos de competições e inimizades?

Temos que ter em mente o que disse Jesus, que a Seara é realmente grande, mas pouco os cefeiros, sendo assim temos ainda poucas igrejas em São Paulo, e é essa a visão da “Nova Geração em Cristo”. Procuramos agir com interação com outras igrejas, sejam elas inclusivas ou não, afinal de contas vamos todos morar no céu. É importante que as lideranças de cada igreja tenham essa visão, pois o inimigo é sujo e pode realmente querer implantar um clima de competição e inimizade, precisamos entender que a igreja de Jesus é una, ou seja um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos que atua acima de todos, por todos e em todos (Efésios 4.5-6).

7) Algumas igrejas inclusivas têm ganhado bastante destaque na mídia. Esse destaque é positivo ou negativo em sua opinião? Acha que a mídia tem sido fiel em revelar o que de fato são as igrejas inclusivas?
Batismo: sinal de crescimento!

Acredito ser de benção uma oportunidade na mídia, pois assim é possível divulgar a verdade que há em Jesus Cristo, e outras pessoas que ainda não conhecem as igrejas inclusivas acabam tendo a possibilidade de conhecer e se identificando podem congregar em espírito e verdade.
Vejo que em alguns momentos a mídia tem explorado essa oportunidade de uma maneira errônea, acentuando mais o fato da homossexualidade do que a importância de haver igrejas que não fazem acepção de pessoas.

 8) Que conselhos você daria a líderes de igrejas não inclusivas que enfrentam problema com a homossexualidade de alguns de seus membros?

Ser direcionado pelo Espírito Santo e/ou agir conforme Jesus agiria.

9) Pastora, para finalizar: que palavra daria àquelas pessoas que, sendo cristãs e homossexuais, sentem-se indignas de pertencer a uma igreja?

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8, 15-16)


Unidade Lapa
Rua Belchior Carneiro, 26 - Lapa - SP
ao lado da estação de trem Lapa
(CPTM - linha 7 Rubi)
Unidade Santo André
Av. Queirós dos Santos, 184
Centro - Santo André - SP
na rua da estação de trem Santo André
(CPTM linha 10 Turquesa)
(11) 8028-6231 Oi
(11) 8591-0596 Tim
(11) 3661-7870 Fixo
Site:
http://ianovageracaoemcristo.webnode.com//
 

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