quarta-feira, 27 de junho de 2012

ESTUDO 1 - A ORIGEM DO MAL

ESTUDO 1.6 - A TORRE DE BABEL

LEITURA BÍBLICA: GÊNESIS 11: 1-9.



Segundo a narrativa bíblica no Gênesis, foi uma torre construída por um povo com o objetivo que o cume chegasse ao céu, para tornarem o nome do homem célebre. Isto era uma afronta dos homens para Deus, pois eles queriam se igualar a Ele. Deus então parou o projeto, depois castigou os homens de maneira que estes falassem varias línguas para que os homens não se entendessem e não pudessem voltar a construir uma torre com esse propósito. Esta história é usada para explicar a existência de muitas línguas e etnias diferentes. A localização da construção teria sido na planície entre os rios Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia (atual Iraque), uma região célebre por sua localização estratégica e pela sua fertilidade.

PERGUNTA:
Porque Deus fez a confusão das línguas e fez cessar a construção da torre? (Gênesis 11.7)

Volvamos à Bíblia para descobrir a verdade acerca deste fato.

Esta parte das Escrituras faz um comentário de Gênesis 10:8-10. Da mesma forma Gênesis 10 explica quem realmente era o líder em Babel. Vamos observar mais de perto a Nemrod, e depois então faremos uma exposição dos versículos 1-9.

A. NENROD

1. O nome Nemrod significa "rebelde". Ele foi o primeiro homem que realmente organizou uma rebelião contra Deus. Ele aparentemente foi influenciado por seu pai (Cuch), que lhe deu este nome. 
2. Nemrod foi um homem "poderoso" ou líder na terra [Gênesis 10:8].
 
3. Ele parece ter lutado para dominar, organizando a exterminação dos animais perigosos. Os animais se reproduzem mais rápido do que o homem, e devem ter sido realmente um problema após o dilúvio. Podemos entender esta situação quando nos lembramos de que nos tempos modernos, houve relatos de um simples tigre ter matado centenas de pessoas no período de alguns anos. Nemrod se tornou uma lenda e um provérbio em seus dias [Gênesis 10:9]. Sua popularidade foi muito parecida com a daqueles famosos generais que foram promovidos para o alto escalão.


4. Nemrod organizou uma rebelião política contra Deus. Foi ordenado ao homem que repovoasse a terra [Gênesis 9:1]. Eles deveriam se espalhar e povoar a terra. Por outro lado, Nemrod desejava manter todos juntos. Ele queria construir um governo centralizado e mundial, para consolidar assim os esforços dos homens. Deus parece ter usado o nacionalismo para restringir os pecados dos homens [Atos 17:26-27]. A divisão de governos e línguas impede os propósitos malignos dos homens. Note que tem sido sempre os homens maus que promovem um sistema de governo mundial e centralizado. Nisto vemos em Nemrod um tipo do anti-cristo.


5. Nemrod também organizou uma rebelião religiosa contra o Senhor. A Torre de Babel era um templo religioso. Esta religião permeou o mundo antigo e permanece bem vivo hoje em dia. Quando estudamos as religiões pagãs, ficamos impressionados com as várias características comuns entre elas. Muitos livros excelentes têm sido escritos para mostrar como as doutrinas de Nemrod têm se infiltrado completamente na Igreja Católica Romana através dos anos. Isto é tão evidente que o Catolicismo e o sistema Ecumênico de religião estarão presentes na terra quando o anti-cristo vier, e são mencionados como "Mistério, a grande Babilônia" [Apocalipse 17:1-6].


6. A frase "diante do Senhor" em Gênesis 10: 9. Tem uma implicação que denota o mal. Isto parece indicar que Nemrod ousadamente e reconhecidamente desafiou ao Senhor.
 
B. A TORRE DE BABEL - GÊNESIS 11: 1-9.

Após estudarmos a respeito de Nemrod, podemos entender melhor a posição de Gênesis 11:1-9. 

Versículos 1-2. A influência de Nemrod uniu o povo e o preservou de ser espalhado pela terra. Nesta época Sem ainda estava vivo e deve ter ficado espantado com esta rebelião, e por ela ter ocorrido logo após o dilúvio. Não há dúvidas de que ele se recusou em tomar parte deste movimento. 

Versículos 3-4. Sem, que significa nome”, era para glorificar o nome de Deus, trazendo através de seus descendentes o Messias ao mundo. Estes povos, no entanto, se rebelaram contra Deus quando desejaram fazer um nome para eles mesmos. Vindo a planície de Senaar eles construíram uma grande e bonita cidade. Esta cidade foi conhecida mais tarde como Babilônia. Nesta cidade eles começaram a construir uma grande Torre, que seria um templo religioso e um lugar de adoração. A intenção era que ali fosse o centro da política e da união religiosa. (Estes templos torres são chamados de "ziggurats" e foram freqüentemente construídos nas épocas antigas. Ao redor da Babilônia existem vários destes templos torres, sendo que dois deles são tão antigos que os homens têm especulado se um deles não poderia ter sido a torre original. Tijolos assados no forno permanecem indefinidamente).



Versículos 5-6. Deus notou o progresso e a intenção destes homens maus. O pronome no plural no versículo 7, refere-se a natureza triunitária de Deus. 

Versículos 7-9. Pela sua misericórdia, Deus se recusou a permitir que este esquema maligno tivesse êxito. Quantas vezes na história, Deus interceptou os homens que queriam organizar o mundo através de um governo central. Isto foi realizado com eficácia fazendo com que diferentes famílias falassem diferentes idiomas, e desta forma se espalhassem pela terra. Então o plano original de Deus de repovoar a terra foi realizado. Mesmo hoje, a variedade de idiomas impede os ditadores de alcançarem o controle do mundo. O povo queria ter um grande nome. No julgamento de Deus, a cidade foi chamada de Babel, que significa confusão.


O vídeo abaixo serve para aprofundar e ajuda a ilustrar com mais detalhes o tema que estamos tratando aqui. Espero que possam apreciar.






Ir. Sullivan, INV.
ESTUDO A SEGUIR: ABRÃAO, O HOMEM DE FÉ

terça-feira, 19 de junho de 2012

ESTUDO 1 - A ORIGEM DO MAL

ESTUDO 1.5 - A ARCA DE NOÉ

Existem provas hoje de que a Arca de Noé realmente foi construída?
Vamos voltar na história e relembrar dos fatos ocorridos...
   A Arca de Noé era, segundo a religião abraâmica, um grande navio construído por Noé, a mando de Deus, para salvar a si mesmo, sua família e um casal de cada espécie de animais do mundo, antes que viesse o Grande Dilúvio da Bíblia. A história é contada em Gênesis 6-12, assim como no Alcorão e em outras fontes.
   Conforme a tradição bíblica, Deus decidiu destruir o mundo por causa da perversidade humana, mas poupou Noé, o único homem justo da Terra em sua geração, mandando-lhe construir uma arca para salvar sua família e representantes de todos os animais e aves. A certa altura, Deus interrompeu o Dilúvio, fazendo as águas recuarem e as terras secarem. A história termina com um pacto entre Deus e Noé, assim como com sua descendência.
   Essa história tem sido amplamente discutida nas religiões abraâmicas, surgindo comentários que vão do prático (como Noé teria eliminado os resíduos animais?) ao alegórico (a arca representa a Igreja como salvadora da Humanidade em decadência). A partir do século I, vários detalhes da arca e da inundação foram examinados por estudiosos cristãos e judeus.
   Mas, no século XIX, o desenvolvimento da Geologia e da Biogeografia tornaram difícil sustentar uma interpretação literal da história. A partir de então, os críticos da Bíblia mudaram sua atenção para a origem e os propósitos seculares da arca; no entanto, os intérpretes literais da Bíblia continuam a ver a história narrada como chave para sua compreensão da Bíblia e agora exploram a região das montanhas do Ararat, no nordeste da Turquia, onde a arca estaria descansando.


   Uma missão de rotina da Força Aérea Americana fotografou a mais de 4 mil metros de altura algo muito estranho. Os especialistas analisaram as fotos e emitiram um relatório chamado “anomalia do Ararat” e foi mantido em segredo por mais de 50 anos. Mas em 1993 Porcher Taylor um estudante especializado em satélites e diplomacia começou a fazer severas perguntas sobre esses arquivos. Ele acabou descobrindo que junto com as fotos de 1949 também haviam outras fotos tiradas por um U-2 (avião-espião) e fotos de alta resolução tiradas pela CIA em 1973 usando o satélite militar KH-9 e até fotos mais sofisticadas tiradas pela CIA através do satélite KH-11 em 1976/1990/1992. Depois de muitos esforços o serviço de defesa liberou 6 fotos das tiradas em 1949 e não foram suficientes para provar se a anomalia era uma formação rochosa ou algo construído por mãos humanas. As fotos foram tiradas de muito longe e um pouco fora de foco (1949). Mesmo depois de outras tentativas usando um satélite comercial de alta precisão as fotos tiradas no verão de Out/99 (um dos mais quentes de todos os tempos na Turquia) ainda não davam para terem certeza sobre a anomalia encontrada no monte Ararat. A espessura de gelo é muito profunda e quase impossivel para se obter uma foto nítida daquele lugar.
   Se a arca existe, por que então eles não conseguem encontrá-la? E por que não se organiza uma grande expedição para desvendar tudo? Primeiro: porque durante quase todo o ano o Ararat é coberto de neve. Segundo: os terroristas curdos atrapalham e atacam expedicionários que se aventuram a subir o monte; aquela é uma região muito conturbada. Nos anos 90, mais de 6 mil pessoas morreram no monte e só existe permissão para subir do lado sul, enquanto a suposta arca está no lado norte.
   Um geólogo Adventista uma certa vez declarou: Talvez a maior descoberta arqueológica de todos os tempos - a arca de Noé - esteja sendo preservada providencialmente para, no momento certo, ser revelada ao mundo como um monumento, prestando silenciosamente sua homenagem ao Criador e Mantenedor da vida, o mesmo Deus que amorosamente deseja implantar em nosso ser a Sua própria imagem, para que possamos habitar eternamente em Sua companhia, no Céu e na Nova Terra finalmente restaurados.


Ir. Sullivan, INV.

ESTUDO A SEGUIR: A TORRE DE BABEL

domingo, 10 de junho de 2012

O CRISTÃO PODE PARTICIPAR DE FESTAS-JUNINAS?

Está chegando a época e um assunto polêmico vem à tona novamente: O cristão pode participar ou fazer Festas Juninas?
Milho verde, canjica, pé-de-moleque, quebra-queixo, pipoca, muita música… Dançar quadrilhas, pular fogueira, soltar fogos e outras manifestações se tornaram comuns nos meses de junho, marcando as conhecidas festas juninas. Com forte raiz cultural e folclórica, elas guardam cada vez menos a tradição católica de celebrar os “santos” Antônio, João e Pedro. Todos os anos, o mês de junho traz à tona uma discussão que divide opiniões.
As manifestações juninas ou joaninas, como eram conhecidas, chegaram ao Brasil com as caravelas do navegador português Pedro Álvares Cabral, em 1500.
Acredita-se que estas festas tiveram origem no século XII, na região onde hoje é a França, com a celebração do solstício de verão (dia mais longo do ano, 22 ou 23 de junho), que marcava o início das colheitas, e que aos poucos foram sendo absorvidas pelo cristianismo europeu e, depois, transmitidas ao Novo Mundo.
O pesquisador Eliomar Mazoco, presidente da Comissão Espírito-Santense de Folclore, apresenta uma outra possível origem para as festas juninas. No hemisfério Norte, em torno da fogueira realizavam-se encontros em que as pessoas se juntavam para se proteger do frio. “Ali surgiram algumas danças, brincadeiras, hábitos culinários e gastronômicos que depois se transformaram nessas festas”, explanou. Mais tarde as igrejas se apropriaram, incluíram outras simbologias e as tornaram religiosas.
No Brasil, a partir da década de 1970, o aceleramento do processo de êxodo rural e conseqüente urbanização transportaram para a cidade os costumes do campo. Gradativamente, as festas juninas foram perdendo o sentido religioso e místico, assumindo um papel de preservação da cultura. Atualmente, não apenas escolas, mas até igrejas evangélicas têm realizado eventos juninos, numa forma de resguardar os laços de memória saudosista deste passado rural por meio de divertimento.
“É preciso dissociar o folclore, a brincadeira, da religião. Todos os homens possuem hábitos, cada região tem a sua cultura popular, são manifestações do cotidiano”, afirma Eliomar, ressaltando que existem outras explicações, cada uma diferente da outra, para elucidar as origens das festas juninas.
O fato é que, com o crescimento do número de evangélicos no Brasil, a questão tornou-se nos dias de hoje séria e delicada, podendo ser um assunto espinhoso para conversas numa roda de amigos, quer comunguem ou não da mesma crença. Alguns dão ênfase ao aspecto folclórico. Outros, não aceitam nem mesmo o aspecto cultural da festa e afirmam que ela é proibida aos evangélicos, por configurar idolatria. Proibir ou permitir, e por quê? O evangélico pode ou não participar das festas juninas?


Para o pastor Erasmo Vieira, da Igreja Batista Morada de Camburi, este assunto já entrou no terreno das divergências emocionais, ultrapassando a discussão bíblica, mas deve ser analisado sob vários aspectos. O primeiro seria a ligação com a adoração aos “santos”, contraposta à condenação de qualquer atividade que esteja ligada à idolatria (Êxodo 20.3-4, Isaías 44 e 45). “Qualquer tipo de festa que tenha por finalidade adorar alguém é condenável”, disse. Para o evangélico, santos são todos os que se converteram e aceitaram a Jesus Cristo como único Senhor e Salvador, dispostos a viver de acordo com os ensinamentos da Palavra escrita na Bíblia.
Por outro lado, o pastor insiste em que o cristão reflita, porque com a radicalização estão se perdendo a tradição cultural e a relevância folclórica. “As festas folclóricas, como as juninas, possuem este aspecto cultural que deve ser levado em consideração. Contudo, temos de ter cautela, para não escandalizarmos ninguém, conforme nos ensina o apóstolo Paulo (1 Coríntios 8:13). Devemos ter discernimento para sabermos o que fazer”, explicou Erasmo.
Até mesmo o povo de Israel, conforme lembrou o pastor Erasmo, tinha e tem festas nas quais outros aspectos são valorizados em detrimento da religião. “Na Festa do Purim, por exemplo, não se fala o nome de Deus, apesar de ter sido uma graça oferecida pelo Pai ao seu povo”, lembra. O Purim é um feriado judaico, no qual se festeja o livramento do povo judeu do plano de destruição de Amã, narrado no livro de Ester. No evento o livro é lido publicamente, há distribuição de comida e dinheiro aos pobres, além de danças e pratos típicos.
“Se for levar ‘ao pé da letra’, há outro exemplo. A nossa festa do Natal foi criada para encobrir a festa pagã das saturnálias, das quais os cristãos não deveriam participar”, completa o pastor para justificar que os exageros podem conduzir o evangélico a uma alienação de todas as festas que acontecem. As saturnálias eram festas de comilança e orgias da carne que precediam a quaresma, período de jejum e introspecção. Com a aceitação do cristianismo como religião oficial no século III em Roma, foi estabelecido no século IV o calendário litúrgico com a instituição da comemoração do nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro.
Para Erasmo esses exemplos dão a dimensão de que “então, existe um elemento de abertura para discutir as festas juninas separada do aspecto religioso, que quase não mais existe. Assim, podemos ver a festividade como coreografias folclóricas, quadrilhas, danças e comidas típicas da época da colheita do milho”.

A partir da Palavra

Vários textos bíblicos podem ser usados como base para os cristãos evangélicos, mas a interpretação dada a eles é que vai fundamentar a decisão. A 1ª Carta aos Coríntios, no capítulo 8, fala claramente sobre o comer das coisas sacrificadas aos ídolos, mas diz também que o ídolo por si só não é nada e afirma que a consciência do indivíduo é que se deixa contaminar. Na mesma carta, Paulo diz aos coríntios (1 Co 6.12): “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”. Está aí o deferencial da liberdade cristã, permitindo ao homem viver no mundo sem ser governado espiritualmente por ele.
“Cada pessoa deve entender que tem competência para interpretar o que está dito na Bíblia e que, com a orientação do Espírito Santo, encontrará suas respostas pessoais. Porém, é de extrema importância que o membro de uma determinada igreja procure saber o que pensa a sua igreja e o seu pastor, para não criar constrangimentos nem para si mesmo, nem para os outros”, reforçou pastor Júlio Cezar de Paula Brotto, Igreja Batista de Itacibá.
Para o pastor José Vicente de Lima, da 1ª Igreja Presbiteriana de Vila Velha, os evangélicos deveriam ignorar este tipo de festividade e, nem por isso, sua atitude configuraria extremismo. Ele não concorda com a inclusão evangélica nem mesmo em se tratando de comemorações em outras datas e com outros nomes, como “festa na roça” ou “festa caipira”. “Com todo o respeito a quem queira participar, a configuração da festa muda, mas o mandamento do Senhor é o mesmo. Nós pregamos isto. E ao não seguirmos este mesmo Senhor, perdemos a comunhão íntima com ele. As pessoas podem até dizer que não concordam com isso porque os tempos e os costumes são outros, mas a Bíblia é a mesma”, justifica.
O pastor José argumenta que a alegria do evangélico é outra, que não é necessário afastar-se das coisas do mundo, mas que se deve buscar primeiro sabedoria e discernimento espiritual. Entretanto, para ele, de acordo com a Palavra a proibição é evidente. Alguns podem participar destas festas e não se deixar dominar, mas outros acabam incorrendo em erro. Para não errar, o melhor seria não ir. “O senhor participou de festas, de casamentos sem com isso se contaminar. Há festas e festas”, encerrou.
Quando cultura e fé dialogam, a resposta para as dúvidas do cristão evangélico deve se firmar na Palavra e em uma fé inabalável, no aconselhamento com o próprio pastor, e com Deus. O crente tem a liberdade de dizer sim ou não de acordo com I Co 10.23. A liberdade cristã vem do conhecimento de Jesus e da Palavra que liberta (João 8:31.32) (Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará). As pessoas não podem se fechar para a discussão de temas, mesmo que polêmicos, foi o que alertou o pastor Erasmo. Cristo veio, viveu como homem e mesmo assim deixou como herança a sua paz libertadora, que somente Nele é possível encontrar: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). Acima de tudo, é preciso buscar pela paz que existe no Senhor (I Co 14:33), mas a necessidade de estar no mundo e participar dele, sem contudo deixar-se conduzir, faz parte do dia-a-dia do evangélico.

Festas juninas e as crianças

Com relação à educação dos filhos, os pais e educadores evangélicos devem nortear a sua orientação da mesma forma, baseando-se na Bíblia. Não é preciso ceder às pressões sociais. Os cristãos podem aceitar manifestações populares, culturais, musicais e artísticas que representem a identidade de um povo ou de uma nação, desde que os seus princípios inegociáveis da Verdade não sejam comprometidos, e que a sua liberdade social não seja violada.
De acordo com o Planejamento Curricular Nacional, as instituições de ensino têm como dever preservar e transmitir valores culturais da nação, embora não tenham o direito de obrigar as crianças a participarem de qualquer manifestação. Porém, no caso das festas juninas e de outras comemorações com sincretismo religioso, as crianças evangélicas podem passar por constrangimento por não participar. Para que isso não ocorra, é bom verificar a proposta pedagógica e deixar claro o posicionamento da família logo no início do ano letivo. e isso deve ser conversado com respeito entre pais, professores e pedagogos.
É sempre bom lembrar que no Capítulo II do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), estão previstos mecanismos de proteção. Os artigos 15, 16 e 17 prevêem:
* Art. 15 – A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis
* Art. 16 – O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: (…) II – Opinião e expressão; III – Crença e culto religioso.
* Art. – 17 O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.

Fonte: Revista Comunhão / Gospel+

segunda-feira, 4 de junho de 2012

ESTUDO 1 - A ORIGEM DO MAL

ESTUDO 1.4 - CAIM E ABEL. O PRIMEIRO ASSASSINATO DA HISTÓRIA




Vamos ao texto bíblico antes dos comentários, estamos no livro de Gênesis cap. 04. 

A história de Caim e Abel está narrada em Gênesis 4. Nela, vemos que esses dois irmãos ofereceram sacrifícios a Deus que só aceitou a oferta de Abel, pois Caim guardava em sua vida coisas que desagradavam ao Senhor. O texto fala que, movido pelo rancor e pela inveja, Caim convidou seu irmão para ir ao campo e lá, traiçoeiramente, o golpeou e matou. Deus, então, repreendeu o irmão assassino e o condenou a viver como um fugitivo, protegendo-o, contudo, de ser também assassinado.

Agora volvamos à Bíblia para descobrir a verdade acerca deste fato.
 


1. EMBORA CAIM E ABEL TENHAM VOLUNTARIAMENTE OFERTADO AO SENHOR, CAIM FOI REJEITADO E ABEL ACEITO. PORQUE DEUS REJEITOU A OFERTA DE GRÃOS DE CAIM E ACEITOU A OFERTA DE SANGUE DE ABEL?


RESPOSTA: Vale salientar que Deus aceitava ofertas voluntárias de gado, ovelhas e cereais (confira LEVITÍCO 1:1-2 e LEVÍTICO 2:1)

Se não é o sangue que tira o pecado, é certo que não foi o fato de Abel ter ofertado uma ovelha que o tornou aceito diante de Deus (confira HEBREUS 10:4).

De posse da certeza da existência de Deus por intermédio de seus pais, e da certeza das coisas que se esperam daquilo que não se vê, Abel alcançou a justificação. Abel tinha plena certeza de que Deus é galardoador daqueles que O buscam (confira HEBREUS 11:1-4).

O problema da rejeição de Caim não estava na voluntariedade e nem na sua oferta. O problema estava em Caim, pois primeiro ele foi rejeitado, para depois a oferta ser rejeitada (confira GÊNESIS 4:5).

Caim e Abel eram ímpios, pois foram gerados no pecado. Abel foi justificado, mas as obras de Caim eram tidas como más, e Deus jamais aceita o ímpio (confira GÊNESIS 4:7 e ÊXODO 23:7).


2. NO LIVRO DE GÊNESIS 4 CONTA QUE CAIM MATOU SEU IRMÃO ABEL E DEUS EXPULSOU CAIM DA QUELA TERRA? E CAIM DISSE A DEUS QUE TINHA MEDO DE ALGUEM O MATAR ELE, ENTÃO NOS PERGUNTAMOS: “COMO SÓ ERA ADÃO E EVA E CAIM (PORQUE ABEL JA TINHA MORRIDO), CAIM TINHA MEDO DE QUEM SE NÃO HAVIA MAIS NINGUÉM NA TERRA”?


RESPOSTA: Este é um engano comum, achar que depois que nasceu Caim e Abel, Adão e Eva pararam de ter filhos. Ora, Caim matou Abel com que idade? Pode ter sido com centenas de anos! Só Adão viveu mais de 900 anos e teve filhos e filhas, cujos nomes não foram anotados (confira GÊNESIS 5:1-5). O nome de Sete só é mencionado depois de 130 anos de vida de Adão. Ele certamente não ficou sem ter filhos nesse tempo todo. Sete é mencionado e os outros filhos e filhas não são, porque Sete é o substituto de Abel, que foi morto. Ele é importante para marcar, por meio das genealogias, a descendência dos tementes a Deus (chamados de filhos de Deus) e dos inimigos de Deus (descendência de Caim). Portanto, quando da morte de Abel, a Terra já contava com uma população bem considerável.


Até hoje, cristãos fiéis têm suas vidas destruídas porque ingenuamente atendem aos convites amigáveis e aparentemente inofensivos de pessoas que vivem no pecado. Outros sofrem debaixo da segunda estratégia, a violência aberta, e são perseguidos e odiados pelos simples fato de agradar a Deus no seu dia-a-dia. Temos de ter cuidado. Quem vive no pecado, geralmente usa um desses meios para derrubar os que vivem para Deus. Como se vê, a história desses dois irmãos nos fala ainda hoje. Por ela somos desafiados a adorar a Deus com pureza e fé; a termos cautela com os que vivem no pecado; e a buscarmos a cidadania celeste pela fé no Salvador, a fim de chegarmos naquela pátria há tanto tempo inaugurada e a encontrarmos com os portões abertos. 




Ir. Sullivan, INV.

ESTUDO A SEGUIR: A ARCA DE NOÉ


CAFÉ COM JESUS


 "Respondeu-lhes Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou mulher, ou irmãos, ou pais, ou filhos, por amor do reino de Deus." - LUCAS,18:29.


Neste último Domingo (03/06/12) foi realizado mais um Café com Jesus. Encontro que tem como objetivo tratar do planejamento da igreja (reuniões, estudos bíblicos, eventos e outros!). Durante o encontro também foi definido o Estatuto da Igreja Nova Vida, que em breve, estará disponível on line para os membros e não-membros possam conhecer os preceitos que direcionam a Igreja.
 

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